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Nova Fotografia 2021 | parte 2

Devido ao Decreto Municipal nº 60.989/22, é obrigatória a apresentação do Passaporte da Vacina, com a comprovação de ao menos duas doses, para acesso ao MIS por qualquer visitante com 12 anos ou mais. O comprovante pode ser apresentado de forma física ou por meio de aplicativos. Além disso, o uso de máscaras durante toda a visita continua obrigatório. Aguardamos a sua visita!

Anualmente, o Nova Fotografia – programa que completa dez anos em 2021 – seleciona, por meio de convocatória, seis trabalhos de artistas promissores que se distinguem pela qualidade e inovação. Além das exposições, que ganham um acompanhamento curatorial individual, esses projetos também passam a fazer parte do acervo físico e digital do MIS.

Neste ano, o júri de seleção foi composto por Cristiane de Almeida, programadora e produtora cultural do MIS; Isabel Gouvêa, fotógrafa, curadora e coordenadora do Educativo do Museu de Arte Moderna – MAM BA; Juliana Braga de Mattos, gerente de Artes Visuais e Tecnologia do Sesc São Paulo; Tuca Vieira, fotógrafo, jornalista, pesquisador e artista visual.

Os projetos selecionados estão sendo expostos em duas etapas. Nesta segunda, é possível conferir “Palomas”, de Dan Agostini, “Em torno Estação Varginha”, de Vitor Almeida, e “Dispneia: percepções sobre a linha de frente”, de Luiz Peixoto. As três primeiras mostras que estiveram em cartaz foram Despedida remota, de Solange Quiroga, Ainda plano, de Pedro Levorin, e Luz, de João Leoci.

Os acompanhamentos curatoriais desta edição ficaram a cargo de João Kulcsár, professor e diretor do Festival de Foto de Paranapiacaba; Leonor Amarante, crítica de arte e integrante do Comitê Editorial da revista ARTE!Brasileiros; Luciara Ribeiro, historiadora de arte, educadora e curadora; Mônica Maia, editora, produtora e idealizadora da plataforma Mulheres Luz; Rolando Entler, pesquisador, professor e crítico de fotografia; e Sabrina Moura, curadora, professora e pesquisadora.

O MIS agradece aos patrocinadores e apoiadores da programação do Museu: Kapitalo Investimentos, Cielo, Vivo, Emae, Sabesp, Tozzini Freire Advogados, Bain & Company e Telhanorte.

  • “Palomas”, de Dan Agostiniadd

    Acompanhamento curatorial: Mônica Maia 

    O processo de autonomia é a busca de muitas das mulheres transexuais que vivem em casas de suporte como a Florescer, em São Paulo. Com suporte à moradia, alimentação e projetos sociais que viabilizam possibilidades de ressocialização, essas mulheres planejam o futuro e sonhos incertos. O artista documenta nesta exposição a vida de algumas mulheres que residem e residiram nessa casa para entender como o momento atual vem impactando e potencializando o estado de vulnerabilidade que muitas vivem. Dificuldades com mercado de trabalho, educação, saúde, moradia, alimentação e relacionamentos sociais são partes dos desafios encontrados durante o período de convivência na casa, e posteriormente quando essas mulheres decidem voltar à sociedade em busca de independência. As imagens desse projeto apresentam os rostos e corpos que carregam essas histórias, e registros desses cotidianos que ilustram suas realidades. Paloma é o nome de uma dessas mulheres que contaram suas histórias sobre violência, prostituição, desamparo, cárcere, sonhos e coragem. 

    Dan Agostini (1985) tem graduação em fotografia e especialização em fotografia como arte contemporânea. Utiliza a fotografia como ferramenta de expressão e reflexão, a fim de construir narrativas relacionadas às questões de gênero em regiões da Ásia, Oriente Médio e Brasil. Atualmente, leciona nas áreas de fotojornalismo no Senac/SP, colabora com veículos nacionais e internacionais, é membro da Native Agency, Women Photograph e cofundou o Coletivo Doroteia. Dan recebeu prêmios como POY Latam e This is Gender – 50/50 Global Health, participou de exposições coletivas no Brasil e no exterior, e já teve seu trabalho financiado por iniciativas públicas e privadas como Funarte e National Geographic. 

  • “Em torno Estação Varginha”, de Vitor Almeidaadd

    Acompanhamento curatorial: Luciara Ribeiro

    Esta série fotográfica apresenta quinze cenas cotidianas realizadas em 2017, quando a futura estação Varginha da CPTM estava com as obras inacabadas e paralisadas há aproximadamente quatro anos. Nesse ensaio, além de visualizarmos a situação da edificação, estabelecemos relações com seu entorno, com a ocupação do território, e adentrarmos o olhar atento de seu autor. O artista abordou como os moradores e frequentadores do espaço – crianças e adultos – adaptaram-se e começaram a usufruir do local, tanto com brincadeiras quanto convivendo com o perigo. 

    Vitor Almeida (1999) nasceu e foi criado no extremo sul de São Paulo, bairro Jardim Varginha. Começou sua jornada na fotografia aos dezessete anos, quando ingressou no Curso de Processos Fotográficos oferecido pela escola Etec de Artes. Dentro do curso, foi incentivado a produzir diversos projetos visuais, tendo se identificado com a fotografia documental e com o jornalismo. A partir de experiências pessoais vivenciadas no seu cotidiano como um morador do extremo da capital, Almeida vem retratando diversos temas que abordam os conflitos e interações que atingem esse lado da sociedade. Entre seus projetos publicados estão Blocos da ilha e Anchieta – Um bom lugar. 

  • “Dispneia: percepções sobre a linha de frente”, de Luiz Peixotoadd

    Acompanhamento curatorial: João Kúlcsar 

    Luiz Peixoto é um dos médicos que trabalhou em hospitais ao longo da pandemia de Covid-19. Além de cardiologista, também dedica-se à fotografia documental, tendo, durante os três últimos meses de funcionamento do Hospital Municipal de Campanha do Anhembi, o maior da América Latina, documentado a rotina dos profissionais da linha de frente e a luta dos pacientes durante o enfrentamento da pandemia de Covid-19. A exposição apresenta também registros em outros hospitais públicos e privados, buscando mostrar, através das lentes, a riqueza de emoções durante os atendimentos, com a alma tocada pela aguda mudança nas rotinas que dividem o sofrimento, a dor do isolamento e a morte, na esperança pela cura com a busca pela garantia da melhor assistência. 

    Luiz Peixoto (1985) é médico cardiologista, natural de Manaus e morador de São Paulo. Dedica-se a projetos de fotografia documental, com ênfase no seu cotidiano dentro de hospitais, registrando atendimentos médicos e cirurgias, notadamente com uma visão humanizada dos profissionais de saúde e pacientes. Desde abril de 2020, vem documentando, diariamente, os bastidores da rotina médica durante a pandemia de Covid-19, iniciando seus registros no Hospital de Campanha do Anhembi, o maior hospital de campanha construído na América Latina, e passando por outros grandes hospitais públicos e privados de São Paulo e Manaus. 

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